O Supremo Tribunal espanhol condenou ontem três membros da organização separatista basca ETA acusados de tentar assassinar o rei Juan Carlos em 1995. Juan José Rego e o filho, Ignacio Rego, junto com Jorge García Sertucha, foram sentenciados a 109 anos de prisão cada um pelos crimes de conspiração contra a coroa e formação de quadrilha.
Durante os depoimentos, os réus deram detalhes do plano para matar o rei e relataram ter alugado um apartamento na Ilha de Maiorca com vista para o iate onde estava Juan Carlos.
Sertucha disse que teve o rei sob a mira de seu rifle de alta precisão em três ocasiões, mas não atirou porque o grupo ainda não tinha se preparado para a fuga.
O corpo de um prisioneiro rebelde separatista da organização basca ETA foi encontrado enforcado em sua cela, no final da noite de domingo. Os guardas encontraram pendurado nas grades o corpo de Juan Carlos Hernando, de 35 anos, que cumpria pena de seis anos por colaborar com o bando armado. O braço político do ETA, o Herri Batasuna, responsabilizou o governo pela morte, citando a recusa das autoridades em transferir para prisões do País Basco integrantes do grupo separatista presos em penitenciárias do país.

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