Justiça condena amiga do assassino de Rabin
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de setembro de 1998
France Presse 
A justiça israelense condenou hoje a 24 meses de prisão, 15 deles com pena em suspenso e nove efetivos, Margalit Har-Shefi, amiga do assassino do ex-primeiro-ministro israelense Isaac Rabin por não ter feito nada para impedir o crime.
A família de Rabin e os deputados da oposição de esquerda protestaram contra a sentença - que a consideram muito leve.
O tribunal negou-se a aceitar o pedido do procurador, que queria uma pena mínima de dois anos, depois que a acusada foi reconhecida culpada por ter conhecimento dos planos criminosos de Yigal Amir, condenado à prisão perpétua por ter assassinado Rabin em 1995 a fim de bloquear a evacuação por parte de Israel dos territórios palestinos.
O juiz Nira Lipsky assinalou que se Margalit Har-Shefi tivesse demonstrado alguma responsabilidade, o assassinato do primeiro-ministro poderia ter sido evitado. Apesar da processada não estar ligada ao crime enquanto tal, as consequências de seu ato de omissão foram desastrosas para Israel. No entanto, o juiz explicou que os 15 meses de pena em suspenso se dão devido ao fato de que a jovem Har-Shefi já sofreu muito de sua prisão.


