Justiça britânica decide hoje situação de Pinochet
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terça-feira, 27 de outubro de 1998
France Presse 
A Alta Corte de Justiça de Londres anunciou que se pronunciará hoje sobre a validade da detenção do general chileno Augusto Pinochet, impugnada por seus advogados que exigem sua liberação imediata. Os advogados do general de 82 anos, detido em Londres há 11 dias, afirmaram que o ex-ditador gozava de imunidade diplomática ao ser detido, o que foi contestado pelas autoridades britânicas.
Igualmente os advogados de Pinochet assinalaram que se for aceito por Londres o pedido de extradição feito pelo juiz espanhol Baltasar Garzón, a Rainha Elizabeth II pode também ser julgada no exterior pelas vítimas da guerra das Malvinas.
Ações na França O governo francês anunciou ontem a entrada no tribunal de Paris de várias ações de famílias de franceses sequestrados ou assassinados no Chile.
As famílias exigem por meio de um advogado parisiense a extradição do general Augusto Pinochet, que desde 16 de outubro se encontra detido em Londres.
Como ocorre em outros países europeus - Espanha, Suíça e Suécia - foram apresentadas várias ações por assassinato e sequestro nos tribunais de Paris, disse a porta-voz do ministério francês das relações exteriores, Anne Gazeau-Secret.
Cabe ao juiz do caso se pronunciar, e se a ação foi suficientemente fundada solicitar um mandado de prisão, acrescentou a porta-voz.
Nessa situação, se aplicará em consequência a convenção de extradição entre França e Grã-Bretanha de 13 de dezembro de 1957, esclareceu a porta-voz.
A ministra da Justiça, Elizabeth Guigou, informou ontem que a França transmitirá imediatamente às autoridades britânicas qualquer pedido da justiça francesa de extradição do ex-ditador Augusto Pinochet. A ministra confirmou à Assembléia Nacional que a justiça francesa dá razão à solicitação do advogado de três famílias francesas, nos casos de uma pessoa assassinada e duas desaparecidas no Chile durante a ditadura liderada pelo general Pinochet, atualmente detido em Londres. Nossa justiça é competente, assegurou.
Em Santiago do Chile, uma pesquisa difundida ontem, revela que a aplicação de penas por violações aos direitos humanos durante a ditadura passada do general chileno Augusto Pinochet, conta com um apoio majoritário entre os moradores do país.


