Justiça brasileira pede a prisão de Lino Oviedo
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Agência Estado De Brasília 
O Ministério da Justiça formalizou ontem, no Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de prisão preventiva para fins de extradição do general Lino César Oviedo, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Paraguai ocorrida na semana passada.
O pedido foi feito anteontem pelo governo paraguaio. Oviedo estaria no sul do Brasil. Apesar de só poder ser acionada quando a extradição for concedida oficialmente, a Divisão de Polícia Criminal Internacional (Interpol) no Brasil já foi avisada pelo Ministério da Justiça. A decisão será tomada, provavelmente hoje, pelos ministros do STF Celso de Mello ou Maurício Corrêa.
Lino Oviedo estava na Argentina quando foi assassinado o vice-presidente do Paraguai, José Maria Argaña, em fevereiro do ano passado, mas fugiu depois de o seu país ter enviado um pedido de extradição.
Hoje, a suspeita é de que ele está no Brasil, para onde também mudou-se o ex-presidente paraguaio, Raúl Cubas, desde que renunciou ao governo.
Para justificar a urgência, o pedido de extradição formulado pelo Paraguai foi feito verbalmente e depois por via diplomática. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil encaminhou a solicitação para o Ministério da Justiça, que ontem fez o pedido oficial ao STF. Para ser levado para seu país, Lino Oviedo tem de ser preso preventivamente no Brasil.
A parte mais delicada do caso está na captura de Oviedo, já que o processo de extradição - caso seja concedido pelo STF - é rápido. Um acordo firmado em agosto de 1980 entre Brasil e Paraguai permite que o processo seja feito sem burocracias.
Segundo fontes do Ministério da Justiça, a PF já teria sido acionada para localizar Oviedo na região sul, já que havia a expectativa de o STF despachar ontem mesmo sobre a extradição.


