La PazO Tribunal Nacional Eleitoral da Bolívia rejeitou ontem a denúncia de fraude na apuração das recentes eleições e ratificou a vitória do candidato do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), Gonzalo Sánchez de Lozada, com o indígena Evo Morales, do Movimento ao Socialismo, em segundo lugar. Ambos vão disputar, no Congresso, a presidência do país para o período 2002-2007. A eleição indireta para a presidência ocorre no inicio de agosto.
A apelação foi apresentada terça-feira passada pela Nova Força Republicana (NFR), que terminou em terceiro lugar na contagem oficial das eleições de 30 de junho, depois de detectar que em vários colégios eleitorais os votos do candidato presidencial foram atribuídos ao candidato a deputado, e vice-versa.
Os dirigentes da NFR, cujo líder é o candidato presidencial Manfred Reyes Villa, respaldaram a denúncia com cópias das atas de apuração de várias mesas de votação cujos dados não coincidem com os resultados divulgados no site do organismo eleitoral.
O Tribunal Eleitoral informou que, depois de investigar a queixa, estabeleceu que o erro aconteceu porque ''a página da Web não realiza nenhum procedimento de soma de votos'' e porque ''em algum momento, o programa da página forneceu informação diferente da votação das duas listas de algumas mesas''.
''A modificação de sequência aconteceu porque o programa da página da Web não detectou a mudança de posição dos pacotes de dados por carecer de um mecanismo de controle adicional que, normalmente, está implícito nos programas ajustados à Internet'', informa em um comunicado.
Afirma que, ''uma vez advertidos dos problemas acidentais, imediatamente foi introduzido um mecanismo de segurança correspondente'' e garante que os resultados preliminares publicados na Internet coincidem com os dados resultantes do processo de votação registrados'' no sistema informatizado.
Com esses argumentos, o Tribunal Nacional Eleitoral garantiu que ''não houve manipulação ou fraude informática e reafirma a validade da contagem'' divulgada terça-feira passada, que dá o primeiro lugar ao ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada e o segundo a Evo Morales.
O porta-voz da NFR, Víctor Gutiérrez, declarou que seu partido considera ''elegante mas contraditório'' o pronunciamento do organismo, e disse que analisará seu conteúdo antes de levar adiante uma ação legal por outras instâncias. ''Estamos insatisfeitos com a resposta'', disse Gutiérrez.

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