A Justiça federal argentina decidiu ontem que não há mérito para processar no momento o ministro da Economia, Domingo Cavallo, no caso que investiga a venda ilegal de armas para a Croácia e o Equador, entre 1991 e 1995.

O juiz da vara econômica Julio Speroni, ao divulgar sua decisão, disse que, apesar de haver ''elementos'' que comprometem Cavallo que foi também ministro da Economia do ex-presidente Carlos Menem, entre 1991 e 1996 , será preciso colher mais provas para ele possa decidir se abrirá ou não processo contra o ministro.

Menem está detido e processado por este caso, por decisão de outro juiz federal, Jorge Urso que o acusou de ser o chefe de uma associação ilícita que vendeu armas ocultando seu verdadeiro destino.

Os decretos assinados por Menem, Cavallo e vários outros ex-funcionários diziam que as vendas eram destinadas ao Panamá e à Venezuela.

O ex-ministro da Defesa, Antonio E. González, e o ex-comandante do Exército, general Martín Balza, também estão sendo processados e com prisão preventiva decretada.

Ao ser interrogado pelo juiz em 3 de setembro, Cavallo se defendeu afirmando que assinou os decretos como se fossem ''documentos cotidianos'', confiando em que o destino indicado para as armas fosse o verdadeiro.

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