Justiça argentina
Justiça argentina
France PresseTrês ex-policiais, um guarda-costas e quatro cúmplices foram sentenciados na quarta-feira à noite à prisão perpétua por um tribunal argentino pelo assassinato, em 25 de janeiro de 1997, do repórter-fotográfico José Luis Cabezas. A corte acusou os oito de matar o jornalista por ordem de Alfredo Yabrán, empresário com fortes laços com o governo do ex-presidente Carlos Menem, que aparentemente se suicidou em 1998. Os executores do assassinato de Cabezas foram o ex-policial Gustavo Prellezo (foto) e o ex-segurança do empresário, Gregorio Rios. O julgamento foi acompanhado pela TV por milhões de argentinos. Embora o governo de Fernando de La Rúa tenha considerado o veredicto um avanço, associações de jornalistas e parentes do fotógrafo qualificaram de incompleto o julgamento. É provável que os oito sentenciados tenham participado do crime, mas está claro que não foram eles os máximos responsáveis e a sentença não apresentou alegações irrefutáveis nem sobre as motivações nem sobre as circunstâncias verdadeiras do episódio, queixava-se a Associação de Defesa do Jornalismo Independente. Pesquisas mostram que a maior parte dos argentinos não crê que Yabrán tenha morrido. (AP)





