Justiça aperta cerco em torno de Weizman
O presidente israelense Ezer Weizman enfrentou ontem pressões crescentes de parte da classe política para renunciar a seu cargo depois das revelações de que recebeu importantes somas em dinheiro como presentes. Depois da oposição, o chefe do grupo parlamentar da maioria governamental, o deputado trabalhista Ofer Pines, pediu ontem ao chefe do Estado que ‘‘dê explicações públicas’’. A justiça deve examinar informações e documentos relativos à quantia de quase meio milhão de dólares entregue a Weizman por um empresário francês residente em Mônaco, Edouard Saroussi. Este dinheiro, que lhe foi entregue em depósitos mensais entre 1989 e 1993 na conta pessoal de Weizman, de sua mulher e filha e na do partido que dirigia. A procuradora do Estado, Edna Arbel, deu um prazo de duas semanas ao presidente para apresentar explicações.