Um juiz federal de Nova York retirou formalmente nesta sexta-feira (17) todas as acusações que havia contra Osama bin Laden, um mês e meio após a morte do líder da rede terrorista Al-Qaeda em uma operação militar dos EUA no Paquistão.

Com a medida, fica oficialmente encerrado o caso criminal contra Bin Laden, informa o Wall Street Journal.

O trâmite de procedimento ficou a cargo do juiz federal Lewis Kaplan, que atendeu a um pedido do procurador de Manhattan Preet Bharara. O pedido foi feito pelo que é conhecido no direito local como "nolle prosequi" (abandono do processo).

Na ordem também está incluído um relato detalhado do processo de confirmação da morte de Bin Laden a partir de testes de DNA e uma identificação facial.

Kaplan também destacou que o xeque Ayman al Zawahiri, que foi eleito sucessor de Bin Laden à frente da organização na última quinta-feira, havia confirmado a morte do terrorista no Paquistão.

O vice-procurador-geral George Z. Toscas afirmou que Washington confirmou a morte através de amostras de DNA, do reconhecimento facial com tecnologias específicas para isso e do testemunho de uma das viúvas.

Entre as 286 acusações contra Bin Laden destacavam-se os ataques suicidas às embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia em 1998, que causaram a morte de 224 pessoas.

Ele era ainda acusado de "conspiração para matar americanos em todo o mundo", que teve seu ponto máximo nos atentados de 11 de setembro de 2001.

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