São Paulo - O ditador sudanês deposto, Omar al Bashir, foi formalmente acusado de matar manifestantes durante protestos contra seu regime, informou nesta segunda-feira (13) o Ministério Público. "Omar al-Bashir e outras (autoridades) foram incriminados por incitação e participação no assassinato de manifestantes", afirma o comunicado do procurador-geral. As acusações contra Bashir resultaram da investigação sobre a morte de um médico durante os protestos na capital.

No início de maio, Bashir foi interrogado em relação a acusações de lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo. Em 11 de abril, após meses de protestos, o Exército forçou Bashir a deixar o poder, depois de quase três décadas conduzindo a política com mão de ferro. Desde que foi deposto e preso, ele não divulgou comentários.

País africano de língua árabe, o Sudão vivia desde 19 de dezembro uma onda de protestos pela queda do ditador, que chegou ao poder em 1989 por meio de um golpe militar que derrubou Sadiq al-Mahd, eleito democraticamente. Um dos motivos que deram início aos protestos foi a crise econômica - a inflação subiu para 70% nos últimos anos. Ele foi derrubado e preso por militares. É considerado foragido pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, responsável por julgar crimes contra a humanidade.

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