Juntos, Obama e McCain gastaram US$ 94 milhões em agosto
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domingo, 21 de setembro de 2008
France Presse 
São Paulo - Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, gastaram juntos US$ 94 milhões (R$ 172 milhões) em agosto. Quase todo esse dinheiro foi usado em uma dúzia de Estados americanos onde as pesquisas mostram que ainda não há uma preferência clara dos eleitores entre o democrata ou o republicano.
Os relatórios financeiros das campanhas mostraram que mais da metade dos gastos - cerca de US$ 3 milhões (R$ 5,4milhões) por di - foram direcionados para campanhas publicitárias, cada vez mais agressivas de ambos os lados.
Os dois candidatos tiveram em agosto o melhor mês de arrecadação. Obama conseguiu US$ 65 milhões e McCain, US$ 47,5 milhões, de acordo com os relatórios entregues. O candidato democrata terminou o mês com mais dinheiro em caixa: tinha US$ 77 milhões depositados no banco, contra US$ 27 milhões de McCain no final de agosto.
Ao contrário de Obama, McCain aceitou US$ 84 milhões de dinheiro público para os dois últimos meses de campanha. Depois que anunciou Sarah Palin como candidata a vice-presidente na chapa republicana, McCain conseguiu mais US$ 9 milhões nos três dias seguintes.
Nos gastos com publicidade, Obama supera McCain. O democrata investiu US$ 33 milhões em propaganda em agosto, enquanto McCain gastou US$ 23 milhões. Obama direcionou boa parte do dinheiro para os Estados-chave, de voto indefinido, e para os Estados tipicamente republicanos, como o Alaska e a Geórgia. Já McCain aumentou seus gastos com equipe de campanha, cerca e US$ 1,2 milhão, além de US$ 3 milhões com viagens.
A pouco mais de um mês das eleições, os gastos ganham muita importância, já que as duas campanhas buscam influenciar o eleitor com propaganda e concentram os esforços para mobilizar organizações nos Estados indefinidos para registrar e mobilizar novos eleitores.
Plano de socorro
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou ontem o plano ''assombroso'' de socorro do sistema financeiro americano, durante um comício em Charlotte, na Carolina do Norte.
Em sua primeira reação ao plano anunciado no final de semana pelo governo de George W. Bush, que prevê destinar 700 bilhões de dólares para a compra de créditos podres das instituições financeiras, Obama também acusou seu adversário republicano, John McCain, de defender um projeto que levará a economia americana à falência.


