FREETOWN - A junta no poder desde o último 25 de maio em Serra Leoa pediu um prazo de 18 meses aos emissários nigerianos encarregados da retirada - à força se necessário - dos golpistas que derrubaram o regime democraticamente eleito há catorze meses.
O exército de Serra Leoa, fortalecido com a adesão dos rebeldes da Frente Revolucionária Unida (FRU), os quais deveria combater desde março de 1991, respondeu que exige 18 meses antes de deixar o poder.
Segundo fontes bem informadas, os militares haviam falado anteriormente de um prazo de 24 meses para ‘‘restaurar a ordem no país’’.
O chefe de estado-maior da Defesa, general Sam Koroma (sem vínculo familiar com o comandante John Paul Koroma, que preside a junta) disse que as forças armadas leonesas preveniram a delegação militar nigeriana de que uma eventual volta de Kabbah criaria uma situação de paz instável.
Foi explicado à delegação do general Sani Abacha que Kabbah divide o país em grupos tribais e étnicos e que descuida o exército em proveito dos Kamajors.
Consultado sobre suas expectativas de uma solução pacífica para a crise, o general Koroma respondeu: ‘‘Nós estamos abertos, mas não sabemos o que os nigerianos podem fazer’’.

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