São Paulo - A junta militar que governa interinamente o Egito outorgou ontem mais poderes a Kamal Ganzouri, recém-nomeado primeiro-ministro e que assumirá algumas das tarefas da Presidência, informou a agência estatal de notícias Mena. Ganzouri foi premiê durante o regime de Hosni Mubarak de 1996 a 1999. O ex-ditador renunciou em 11 de fevereiro após sofrer pressão de uma revolta popular.
Apesar de sua trajetória, o primeiro-ministro afirmou que seu objetivo era dirigir ''um governo de salvação da revolução'' e pediu o apoio de todas as correntes para restaurar a segurança no Egito.
Diante das críticas por sua continuidade no poder depois da renúncia de Mubarak, o Conselho Supremo das Forças Armadas decidiu ampliar as funções do premiê, exceto as relacionadas com o Exército e o Judiciário.
Por meio de um decreto, foram introduzidas emendas aos Anúncios Constitucionais emitidos após a saída de Mubarak e que modificaram o mandato do chefe de Estado e os requisitos para candidatura à Presidência.
Os membros do novo governo egípcio, liderado por Kamal Ganzouri, juraram seus cargos ontem, informou a emissora de televisão estatal egípcia, duas semanas depois da demissão do Executivo anterior por conta dos protestos populares.
Os ministros prestaram juramento diante do marechal Hussein Tantawi, chefe da junta militar egípcia e máxima autoridade do país, que em 25 de novembro designou Ganzouri como novo primeiro-ministro apesar da rejeição dos ativistas da Praça Tahrir e da maioria dos partidos políticos.
O ato de posse não foi transmitido pela televisão como em ocasiões anteriores e por enquanto não foram oficializados os nomes dos integrantes do novo gabinete, 12 dos quais já ocuparam cargos no Executivo liderado por Essam Sharaf.
No entanto, há dias vêm sendo vazados alguns nomes, como os de Mohammed Amro e Adel Abdel Hamid, que seguiriam nas pastas de Relações Exteriores e Justiça, respectivamente.

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