Junichiro Koizumi foi eleito primeiro-ministro, ontem, pelo Parlamento do Japão com a promessa de reformar a vacilante economia japonesa e o partido governante, e exibindo em seguida uma lista de surpresas com a nomeação recorde de cinco mulheres – todas em postos-chave – para seu gabinete de 17 membros.
Os votos obtidos na poderosa Câmara baixa reasseguraram a avassaladora vitória de Koizumi sobre a velha guarda conservadora ao ganhar o controle do Partido Liberal Democrático (PLD). A Câmara alta o confirmou como primeiro-ministro em uma votação considerada mera formalidade.
A eleição parlamentar ocorreu logo após o predecessor de Koizumi, Yoshiro Mori, e seu gabinete renunciarem em bloco, pondo fim a um ano de governo caracterizado por escândalos e denúncias de incompetência econômica que acarretaram desprestígio ao partido governante.
Logo após ser anunciada sua vitória, o novo primeiro-ministro apresentou a popular Makiko Tanaka, a mais popular política do Japão, como ministra das Relações Exteriores, e nomeou outras quatro mulheres para as pastas da Justiça, dos Transportes, da Saúde e da Educação.
Isto representa quase um terço do gabinete num país onde as mulheres detêm apenas um décimo das cadeiras do Parlamento.

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