São Paulo - A continuação do julgamento do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak, 83, foi adiado para a próxima terça-feira. Nos próximos dias, ainda serão ouvidas testemunhas de acusação. Na sessão de ontem, os advogados das vítimas pediram a pena de morte para Mubarak e os outros acusados por homicídio, já que consideram que a morte dos manifestantes foi premeditada. Um dos representantes da acusação, Ashraf Atwa, afirmou que o ditador ''estava ciente dos crimes cometidos e não tomou medidas para que cessasse a violência''.
O grupo também argumentou que eram conhecidas as circunstâncias em que os protestos aconteceram e onde se encontravam os manifestantes. Isso, segundo a acusação, corroboraria a hipótese de ação proposital.
O depoimento do ministro do Interior nomeado após a revolução, Mansur Esawi, também assegurou que a decisão de matar os opositores só poderia sair com o aval do presidente e supervisionada pelo titular da pasta.
De acordo com os denunciantes, as forças de segurança distribuíram armas de foto e posicionaram franco-atiradores nos telhados das praças onde os manifestantes se reuniam. Para o grupo, os tiros que atingiram as vítimas foram feitos em áreas vitais do corpo com a intenção de matar. Outros soldados leais a Mubarak agrediram opositores à paisana.
Além do ex-ditador, são processados o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus assessores por cumplicidade na morte de opositores que saíram às ruas em 25 de janeiro de 2011.

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