Roma O Conselho Superior da Magistratura (CSM) italiana pedirá a abertura de um processo de defesa da honoradez dos juízes ante os duros ataques feitos no final de semana pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Os 16 juízes do CSM mais os representantes da centro-esquerda que fazem parte da instituição querem fazer valer ''sua autonomia e a independência'' uma reação incomum na categoria.
Berlusconi havia dito sábado que o ''fascismo foi menos odioso do que a burocracia judicial que usava a violência em nome da lei''. E citou com nome e sobrenome os principais juízes da brigada anticorrupção de Milão (norte) que iniciaram nos anos 90 as investigações sobre o sistema de corrupção político e econômico que reinava então na Itália. O atual primeiro-ministro estava envolvido nesse esquema de suborno.
No discurso que marcou seus primeiros dez anos de atividade política, Berlusconi voltou a acusar os juízes de quererem eliminar os adversários políticos através das leis, seguindo-se uma comparação com o fascismo.

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