Juiz promete um julgamento justo para cantor
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005
France Presse 
Santa Maria - Rodney Melville, o juiz da Corte de Santa Maria encarregado do caso Michael Jackson, garantiu ontem que prevalecerá a justiça no processo aberto contra o ''rei do pop'' por abuso sexual de um menor.
No primeiro dia da retomada do julgamento contra o artista, depois de uma interrupção de dez dias, Melville afirmou que Jackson será submetido a um processo justo.
Suspenso após apenas dois dias de audiências, o julgamento contra o cantor, iniciado em 31 de janeiro passado com o longo e complexo processo de seleção dos membros do júri, foi reaberto ontem. A acusação e a defesa ouvirão alguns dos candidatos nesta semana.
Na presença de Jackson, o juiz da Corte de Santa Maria se dirigiu aos mais de cem candidatos a integrar o júri, advertindo sobre a necessidade de ser feita justiça, apesar da atenção que o caso recebe na mídia e da notoriedade do astro.
O processo de seleção dos 12 membros do júri e de oito substitutos representa uma das etapas mais complexas do julgamento contra o polêmico artista e pode demorar um mês. Melville explicou aos futuros jurados a importância de seu papel no processo que promete ser o mais acompanhado da história. ''Posso afirmar a todos os presentes que haverá um julgamento justo aqui'', insistiu Melville.
O magistrado lhes perguntou se eles haviam lido matérias sobre o caso nos meios de comunicação, e uma mulher respondeu que havia lido ''quase tudo o que foi escrito'' e visto ''tudo o que mostrou a televisão'' sobre o caso.
Melville leu ontem as dez acusações contra Jackson, avisando os potenciais membros do júri de que ''o fato de que ele tenha sido acusado não representa uma prova de sua culpa''.


