Juiz nega novo pedido da Argentina para suspensão de pagamento
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Isabel Fleck<br>Folhapress 
Nova York - O juiz americano Thomas Griesa negou novamente o pedido da Argentina de suspensão da execução da sentença, cujo prazo termina na próxima quarta-feira, dia 30, deixando o país mais perto de um novo calote. O magistrado ordenou que os representantes da Argentina e dos credores negociem "24 horas" para chegar a um acordo até a próxima semana.
"As partes e seus advogados devem se encontrar continuamente com o mediador até que se chegue a uma solução", disse Griesa. "Chegamos a um momento crucial. Não há muito tempo até o fim de julho." Para Griesa, um calote seria o "pior cenário", já que afetaria "pessoas reais".
Uma decisão recente da Justiça americana determina que o pagamento da dívida reestruturada só poderá ser feito de forma simultânea ao pagamento de US$ 1,3 bilhão aos fundos litigantes, os chamados "holdouts", que não renegociaram sua dívida.
A Argentina, contudo, tenta fugir da cláusula Rufo, presente no contrato de reestruturação da dívida, pela qual o país não pode oferecer uma melhor condição de pagamento aos credores que ficaram de fora do pacote. O temor é que o pagamento do US$ 1,3 bilhão aos holdouts desencadeie novas cobranças dos fundos da dívida reestruturada.
Como a cláusula cai em dezembro, a tentativa da Argentina era adiar o pagamento dos holdouts até o fim do ano - por isso pediu novamente a suspensão da execução de sentença na última segunda. "Queremos negociar um acordo com todo mundo, mas para fazer isso é necessário fazer movimentos. A suspensão facilitaria o prosseguimento das negociações", disse Jonathan Blackman, advogado da Argentina.
NEGOCIAÇÃO
Para Griesa, porém, a suspensão "não é algo que seja necessário pra se chegar a um acordo entre as partes". "Acredito que ainda pode haver uma solução negociada aqui", disse.
O mediador apontado pelo juiz, Daniel Pollack, presente à audiência, sugeriu para hoje uma nova reunião entre representantes da Argentina e dos credores, mas não deixou claro se as partes ficariam frente a frente.


