São Paulo - O juiz britânico Howard Riddle decidiu ontem que o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, pode ser extraditado para a Suécia para responder a acusações de ter cometido crimes sexuais. ''Devo ordenar que o senhor Assange seja extraditado à Suécia'', afirmou o juiz em sua decisão.
Segundo Riddle, as alegações de estupro e molestação sexual feitas por duas mulheres são ofensas passíveis de extradição e que o mandato sueco contra Assange foi emitido corretamente.
Os advogados do australiano já afirmaram que irão apelar da decisão. O próprio Riddle já havia admitido que, independentemente de qual fosse sua decisão, um recurso seria ''inevitável''.
Assange, um especialista em computação de 39 anos, foi acusado de agressão sexual por duas mulheres suecas com as quais manteve relações sexuais durante uma estadia em Estocolmo no mês de agosto do ano passado. As duas mulheres o acusam, entre outras coisas, de havê-las forçado a manter relações sexuais sem preservativo - o que é considerado crime na Suécia.
Ele afirma que as relações foram consensuais e acusa a Suécia de manter interesses políticos no processo. Ele está atualmente em liberdade assistida, após pagar fiança. Desde então, vive na mansão de um amigo na Inglaterra.
A defesa de Assange alegou que ele não teria um julgamento justo na Suécia, pois casos de estupro geralmente são julgados em sessões fechadas. Eles argumentaram ainda que existe um risco de que, se ele for extraditado à Suécia, os EUA peçam sua extradição e o enviem à Guantánamo, a prisão americana para suspeitos de terrorismo, localizada em Cuba.

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