Juiz argentino deve libertar acusados de violar direitos
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sexta-feira, 29 de agosto de 2003
Oscar Laski<br>France Presse 
Buenos Aires- O juiz argentino Rodolfo Canicoba Corral deve libertar os 39 militares e um civil acusados de graves violações aos direitos humanos durante a ditadura (1976-83), uma vez que a Espanha desistiu de pedir suas extradições, o que abriu uma fase de incerteza sobre a possibilidade ou não de julgá-los no país.
''Assim que tiver a informação oficial, vou dar andamento ao procedimento de libertação'' dos detidos, anunciou o magistrado à imprensa nos tribunais de Buenos Aires, ao comentar a decisão da Espanha de rejeitar as extradições, pedida pelo juiz espanhol Baltasar Garzón.
É possível que comecem a ser libertados a partir de terça-feira, no dia seguinte do vencimento do prazo de 40 dias dado à Espanha para que confirme as extradições dos detidos por crimes de terrorismo, genocídio e tortura.
O presidente argentino Néstor Kirchner disse que ''cabe agora à Corte Suprema'' de Justiça decidir sobre um eventual julgamento dos militares que atuaram durante a repressão na Argentina. Lembrou que na noite de quinta-feira promulgou a anulação das leis de anistia aos militares, denominadas Ponto Final (1986) e Obediência Devida (1987), já votadas pelo Parlamento.
''Agora cabe a Corte decidir sobre a reabertura dos processos'', disse Kirchner à imprensa a bordo do avião presidencial que o levou ao sul do país junto com o colega chileno, Ricardo Lagos.


