Juiz acha difícil julgamento justo para Jackson
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de junho de 2004
Glenn Chapman<br>France Presse 
Santa Maria - O magistrado que preside o caso de assédio sexual de um menor por Michael Jackson admitiu nesta sexta-feira que será difícil submetê-lo a um ''julgamento justo'', devido à impressionante atenção da mídia mundial.
''É desesperador quando o indivíduo é conhecido em todo o mundo'', comentou o juiz da Corte de Santa Maria, Rodney Melville. ''Fica difícil para o indivíduo ter um julgamento justo'', disse Melville durante uma das últimas audiências preliminares antes do processo contra Jackson (previsto para setembro), na qual debateu com os advogados de defesa e acusação se deveriam revelar os detalhes das acusações de abuso sexual. O comentário de Melville foi uma resposta ao pedido do advogado Theodore Boutros, que representa os meios de comunicação, e pediu ao juiz que divulgasse os documentos que contêm os detalhes das acusações de abuso sexual contra 'Jacko' e as evidências do caso para publicá-las.
''Estou sendo muito cuidadoso, estou seguindo a lei'', disse o juiz, em resposta à acusação de Boutros de que o caso está cercado de ''uma aura de obscuridade''. ''É tempo de deixar que a luz entre'', disse Boutros ao juiz, alegando que esta atmosfera de segredo pode se tornar um efeito ''bumerangue'' para os advogados de defesa e acusação, submetidos a uma ordem de escrito segredo, segundo a qual não podem falar com os meios de comunicação sobre o caso. A mídia quer ter acesso aos documentos de conteúdo crítico, entre os quais está a acusação formal de abuso sexual, emitida por um Grande Júri em janeiro passado. Os advogados da promotoria acreditam que é necessário salvaguardar estes documentos do público de forma a proteger as testemunhas envolvidas no caso.


