Juarez continua em busca de mais corpos
Associated Press
De Juarez, México
Usando radares especiais, pás e peneiras, agentes mexicanos e americanos desenterravam ontem, vagarosamente, aqueles que pareciam ser os restos do sexto corpo encontrado num rancho de Ciudad Juárez, perto da fronteira do México com os EUA.
As autoridades acreditam que os cadáveres enterrados no local supostamente de vítimas de narcotraficantes mexicanos sejam mais de cem. As buscas estendem-se por quatro propriedades na cidade.
A localidade é a base de operações do cartel de Juarez, o maior e mais violento grupo de narcotraficantes do México nos anos 90. Especialistas do FBI (a polícia federal americana), soldados e policiais mexicanos trabalham nas escavações.
A descoberta de que a região de fronteira vinha sendo utilizada pelos narcotraficantes como cemitério clandestino ocorreu com a prisão de um membro do cartel de Juarez, em março. De acordo com o informante, os cadáveres de 22 cidadãos americanos na maioria, agentes da DEA (a agência federal antidrogas dos EUA) também estariam sepultados no local.
Funcionários de Washington, contudo, acreditam que esse número seja menor. O procurador-geral do México, Jorge Madrazo, recusa-se até mesmo a especular sobre a cifra total de cadáveres ou sobre a origem dos corpos encontrados.
Jornais mexicanos informaram que um dos ranchos onde foram encontrados cadáveres pertencia a um testa-de-ferro de Amado Carrillo Fuentes, líder do cartel de Juarez morto em 1997, após uma malsucedida cirurgia plástica para mudar o rosto.





