Jovens seguidores de João Paulo II
Cidade do Vaticano A morte de João Paulo II deixou órfã toda uma geração que somente conheceu um Papa, visto como uma espécie de pai, guia espiritual e referência moral. A multidão, que desfilou pela Praça São Pedro para dar o último adeus a seu guia e participar dos funerais, esteve marcada pela presença de jovens vindos de todo o mundo para rezar e prestar homenagens.
''Sempre pensei que ele duraria para sempre... não sei como será com outra pessoa'', disse desconsolada a venezuelana Corine, de 16 anos, que nunca conheceu outro Papa.Ninguém parecia se importar com as idéias conservadoras que João Paulo II impôs, por exemplo, no campo sexual, pedindo a abstinência. ''Isto não é um paradoxo'', declarou o jesuíta mexicano Francisco López. ''Os jovens viram alguém dar algum sentido à vida, no momento em que é difícil encontrar um sentido devido às mudanças tão rápidas que a modernidade impõe'', frisou.
O carisma e o efeito da televisão João Paulo II foi o Papa mais midiático da história, o mais viajante, o que mais mãos apertou, mais crianças beijou e mais jovens congregou em seus mais de 26 anos de pontificado , sem dúvida todo este jeito de ser tem muito a ver com o sentimento de perda irreparável que a maioria dos jovens manifestou ao longo da semana.
De fato, a última mensagem do Papa agonizante foi para eles os jovens: ''Procurei vocês... agora, vieram a mim. Eu os agradeço''. Para Paula Ortiz, uma mexicana de 25 anos, ter visto o Papa foi uma experiência que a faz sentir parte da história. (France Presse)





