Jovens querem solução pacífica
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quinta-feira, 09 de janeiro de 1997
Das agências 
France PresseCentenas de estudantes fazem passeata em Lima, pedindo negociações
LIMA - A maioria dos jovens peruanos se pronunciou a favor de negociações do Governo para encontrar uma solução pacífica na crise deflagrada pelos guerrilheiros do MRTA que, há 22 dias, mantêm 74 reféns em seu poder na residência do embaixador japonês, segundo uma pesquisa divulgada ontem. Segundo o trabalho, publicado no jornal La República, 52,5% dos consultados, com entre 11 e 17 anos e de diferentes estratos sociais, querem essa opção, frente aos 30,5% que pedem a rendição incondicional dos guerrilheiros.
Endurecimento Parlamentares de mais de 20 países asiáticos e da área do Pacífico pediram ontem ao presidente peruano Alberto Fujimori que não faça concessões aos rebeldes do MRTA. O Fórum Parlamentar Ásia-Pacífico (APPF) interrompeu seus trabalhos para votar por unanimidade uma resolução apresentada pelas delegações japonesa e peruana.
O documento afirma que os delegados estão consternados e preocupados pelo ato abominável que ocorreu na noite de 17 de dezembro de 1996, quando os guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru se apoderaram da embaixada japonesa.
Prisão A polícia antiterrorista do Peru prendeu no começo da semana Darío Pérez Velarde - conhecido como Ever ou Paco -, um suposto líder guerrilheiro do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) na localidade de San Ramón, cerca de 500 quilômetros a leste de Lima, informou ontem o jornal El Comercio. Fontes do serviço de inteligência do país, porém, não quiseram confirmar nem desmentir a prisão. Esse é um assunto muito reservado, vamos tentar saber como a imprensa teve acesso a essa informação, disse um porta-voz policial.
O presidente Alberto Fujimori, acompanhado de três repórteres da revista Time, circulou ontem pelos bairros mais pobres de Lima, e levou os jornalistas para visitar uma prisão onde cumprem pena quase 100 guerrilheiros. Aparentemente, temendo sair perdedor na guerra de propaganda deflagrada pelos rebeldes, o governo peruano resolver facilitar o trabalho das várias dezenas de repórteres de todo o mundo que cobrem a crise dos reféns em Lima.
Pérez, segundo El Comercio, é o comandante da Subfrente Juan Santos Atahualpa do MRTA.
O MRTA exige a libertação de cerca de 400 companheiros presos e mudanças na política econômica do governo do presidente Alberto Fujimori para soltar os reféns.


