Jovens protestam após morte em ato na Venezuela
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Folhapress 
Caracas - Protestos ocorreram ontem em várias cidades da Venezuela para condenar a morte do colegial Kluyberth Roa, 14, atingido na véspera por um tiro disparado pela polícia durante uma manifestação estudantil em San Cristóbal, Oeste do País. O tiro atingiu Kluyberth na cabeça. O pai, Eric Roa, disse à reportagem que o adolescente não estava participando da manifestação antigoverno, mas voltando para casa depois das aulas.
Em Caracas, jovens reunidos em frente ao Ministério do Interior, Justiça e Paz exigiram a anulação de um polêmico decreto imposto pelo governo no mês passado que permite às forças de segurança usar armas letais para reprimir protestos que considerarem violentos.
Críticos da resolução alegam que ela viola o artigo 68 da Constituição, que bane o uso de armas de fogo em protestos. Horas após a morte de Kluyberth, o presidente Nicolás Maduro admitiu que a Constituição "proíbe a repressão armada de maneira explícita", mas afirmou que o tiro foi disparado após policiais serem agredidos pelos manifestantes. Maduro disse que o disparo partiu de uma "escopeta com balas de borracha". A família afirma que a autopsia deixou claro que Kluyberth foi alvejado por uma arma de fogo.


