Dois jovens amigos judeus – um deles imigrante norte-americano – foram mortos a pedradas numa caverna da Cisjordânia depois de faltarem à aula para fazer uma caminhada. Palestinos foram acusados pelos brutais assassinatos, que inflamaram ainda mais as paixões no Oriente Médio.
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, responsabilizou Yasser Arafat, dizendo que o líder palestino não estava fazendo nada para acabar com os ataques contra israelenses e que ele não o considerava um parceiro para a paz.
Perguntado sobre os assassinatos, Arafat respondeu que crianças palestinas também estavam sendo vítimas da violência israelense, e citou uma menina palestina de três meses que foi baleada ontem por soldados israelenses num campo de refugiados da Faixa de Gaza.
Na Faixa de Gaza, enquanto isso, tropas israelenses promoveram três incursões em território palestino, incluindo um assalto na zona leste da Cidade de Gaza com tanques e buldôzeres que destruíram plantações, informou a polícia palestina. Arafat advertiu que os palestinos não tolerariam tais operações.
Os corpos ensanguentados de Kobi Mandell, de 13 anos, e Yossi Ishran, de 14, foram encontrados ao amanhecer de ontem em uma caverna em Wadi Hariton, um leito seco de rio a cerca de um quilômetro da casa deles, no assentamento judaico de Tekoa, no Deserto da Judéia. Soldados envolveram seus corpos com panos e os levaram em macas para uma elevação rochosa.

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