São Paulo - Centenas de estudantes foram às ruas de Isal, ao sul da capital Manama, protestar contra o que consideram uma ''censura disfarçada'' da imprensa por parte do governo de Bahrein.
Os jovens criticam as medidas do governo contra a imprensa estrangeira, que dizem ser uma forma de ''limitar ao máximo a cobertura das manifestações''. Os protestos começaram no país em meados de fevereiro e os manifestantes exigem a renúncia do primeiro-ministro Khalifa bin Salman Al Khalifa, tio do rei Abdullah, que está no poder há 40 anos.
Há três semanas as manifestações se repetem quase diariamente no centro de Manama, com pedidos de mais participação popular na administração do reino, que tem posição estratégica no Golfo.
Khalifa tenta conter a insatisfação e anunciou no último domingo que mudanças estão a caminho e ''a marcha da reforma continuará''. ''As políticas de desenvolvimento deste país continuarão inabaláveis, já que nós estamos determinados a conquistar nosso objetivo de melhorar os padrões da população, dando a ela modos decentes de vida'', disse. Os grupos de oposição da minoria xiita querem uma monarquia constitucional.

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