Jovem adotada por israelenses busca mãe biológica
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quinta-feira, 13 de julho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma paranaense adotada há 18 anos por um casal israelense está à procura de seus pais biológicos. Lilach Meloman nasceu em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, e foi para uma comunidade agrícola em Israel, chamada kibutz, com um mês de vida. Ela e o pai adotivo, David Meloman, estão no Brasil há cerca de três semanas, mas até agora as buscas foram frustradas.
Lilach só tem como pista o nome da mãe biológica, Leopoldina Ribeiro da Luz, que hoje teria 48 anos, contou a tradutora Suely Pfeferman, que está ajudando a jovem na investigação. Ela havia ajudado o casal israelense no processo de adoção, pois foi sua família quem fundou o Kibutz e diz que foi, agora, procurada por Lilach para encontrar a mãe.
Segundo Suely, o casal israelense não podia ter filhos e já havia adotado uma outra criança, um menino, na Romênia. Lilach sempre soube que foi adotada, mas os pais adotivos não conheciam bem a história de Leopoldina para explicar porque ela a deu para adoção. A mãe adotiva, Aya, lembrou Suely, ficou chateada com o interesse da filha em procurar sua família biológica e preferiu ficar em Israel. O assunto incomoda a família, pois Lilach já demonstrou interesse em ficar no Brasil.
Suely, que mora em São Paulo, disse que conseguiu localizar pelo título de eleitor um endereço de Leopoldina, no bairro Butiatuvinha, em Curitiba, mas a casa era, na verdade, da irmã Idalina Ribeiro da Luz Stanger, que também mudou-se há mais de 15 anos.
Apesar de voltar à estaca zero, Lilach já conseguiu descobrir os motivos que levaram Leopoldina a entregá-la para adoção. Em uma carta anexada ao processo de adoção no Fórum de Campo Largo, Leopoldina relata que havia sido abandonada pelo pai de Lilach e que, trabalhando como doméstica, não tinha condições financeiras para sustentar a filha.
Antes de pisar em solo brasileiro, Lilach havia conhecido, pela Internet, o curitibano Tiago de Oliveira, que também está ajudando na busca. ''Ela está adorando o Brasil'', contou ele. Lilach já visitou o Rio de Janeiro, São Paulo, Foz do Iguaçu e está, agora, em Curitiba. Voltando para Israel, ela terá que servir o exército, pois já concluiu os estudos que, no Brasil, seriam equivalentes ao ensino médio para depois tentar uma vaga na universidade.
A esperança da jovem é que com a divulgação pela imprensa ela consiga encontrar seus familiares brasileiros.


