Jospin será o novo primeiro-ministro
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segunda-feira, 02 de junho de 1997
Michel Conrath, 
da France Presse, de Paris
France PresseVitóriaLionel Jospin fala à imprensa logo depois de ter sido chamado pelo presidente Chirac para formar o novo governoPARIS - O primeiro secretário do Partido Socialista francês (PS), Lionel Jospin, recebeu ontem a incumbência de formar o governo do presidente gaullista Jacques Chirac, após a derrota da direita nas eleições legislativas de domingo. O próprio Jospin anunciou que formará o governo rapidamente, ainda esta semana, ao deixar o palácio presidencial, onde o presidente Chirac acabara de nomeá-lo Chefe de Governo.
O atual primeiro-ministro, o gaullista Alain Juppé, havia entregado pouco antes sua carta de demissão a Chirac no palácio do Eliseu.
A grande vergonha de Jospin, era a manchete de ontem do jornal popular Le Parisien, referindo-se à derrota que o líder socialista sofreu para o conservador Chirac nas eleições de 1995. A foto de um Jospin exultante contrastava com a do abatido Jacques Chirac.
O castigo (para a direita), resumia o France-Soir, enquanto ressaltava que Jospin necessitará do PC para formar a nova maioria.
Esta vitória da esquerda, inesperada há uma semana, provocou inquietação nos setores mais favoráveis ao tratado de Maastricht e à moeda única européia.
O franco francês baixou em relação ao marco, a 3,3832 francos o marco esta manhã, contra 3,3790 na tarde de sexta-feira em Paris.
Em sua primeira declaração, depois de anunciados os resultados domingo à noite, Jospin citou entre suas prioridades a exigência de uma reorientação da construção européia, na qual cremos.
A campanha para estas legislativas cristalizou sobretudo a necessidade de uma nova fase de austeridade ante a perspectiva da passagem ao euro.
Ontem, o porta-voz do PS, François Hollande, considerou possível chegar ao euro sem passar por um novo plano de rigor. Pode-se conseguir a moeda única sem fazer uma política de restrição dos gastos públicos, sem privatizar, sem aumentar os impostos, e isto é o que fixamos como objetivo, afirmou, para depois ressaltar: Economizaremos em outras coisas.
Segundo os resultados oficiais em relação a 567 das 577 cadeiras, o PS e os diversos partidos de esquerda obtiveram 268 cadeiras - a maioria absoluta é de 289. Seus aliados ecologistas entram pela primeira vez na Assembléia Nacional com sete deputados. O Partido Comunista está com 38.
A direita atual conta com 253: 131 RPR (gaullistas), 108 UDF (direita liberal) e 14 diversos de direita.


