Bagdá - A violência redobrava nesta segunda-feira na cidade santa xiita de Najaf, no centro do Iraque, em meio ao desaparecimento de dois dois jornalistas franceses. A aviação americana bombardeou o cemitério de Najaf, feudo dos partidários do líder radical xiita Moqtada al-Sadr, ao mesmo tempo em que confrontos eram travados nos arredores do mausoléu de Ali, que os insurgentes ainda controlam.
Uma forte explosão foi ouvida no cemitério de Najaf, um dos maiores do mundo, quando um avião americano sobrevoava a área. Outra de menor potência foi ouvida pouco tempo depois.
Em relação aos sequestros no país árabe, o Comitê dos Ulemás muçulmanos, a principal organização religiosa sunita, expressou confiança em que nenhum mal será feito aos dois jornalistas franceses desaparecidos. ''A posição da França é mais louvável que a do governo iraquiano sobre a resistência. Em consequência, acredito que nenhum mal será feito a estes jornalistas, se eles estiverem em poder de mujahedines sunitas'', afirmou o xeque Abdel Salam al-Kobeissi, um alto representante do Comitê. Georges Malbrunot e Christian Chesnot, jornalistas do Le Figaro e da Radio France Internationale, desapareceram depois de terem viajado a Najaf.

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