Londres - Dois jornalistas da Reuters que cobriram as revoltas na Síria se encontram desaparecidos desde sábado, informou ontem a agência de notícias britânica.
O produtor Ayat Basma e o cinegrafista Ezzat Baltaji, que deviam voltar para sua base no Líbano, não dão notícias desde a tarde de sábado, quando Baltaji deixou uma mensagem para um companheiro em Beirut na qual dizia: ''Vamos sair agora''.
Mais cedo, a agência informou que as autoridades sírias retiraram a credencial de um de seus correspondentes, acusando-o de cobrir de maneira ''falsa e não profissional'' os acontecimentos no país.
Khaled Yacoub Oweis, de nacionalidade jordaniana e que vive en Damasco desde 2006, recebeu na sexta-feira instruções para deixar o país.
''Lamentamos a decisão do governo sírio de excluir nosso correspondente. Estamos determinados a seguir adiante com nossa cobertura imparcial e exata da situação na Síria'', declarou Stephen Adler.
A ONG Repórteres Sem Fronteiars condenou na sexta-feira a censura imposta pelas autoridades sírias aos meios de comunicação nacionais e estrangeiras.
Desde o início do mês a Síria sofre com protestos políticos contra o presidente Bashar al Assad que causaram a morte de 70 pessoas, além de várias prisões.
Anteontem a violência se espalhou pelas ruas da Síria, com soldados abrindo fogo contra manifestantes antigoverno em várias cidades do país. As manifestações e a violenta repressão representam uma escalada na revolta popular, inspirada pelos movimentos em outros países árabes -como Egito, Líbia e Tunísia.

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