Jornalista não foi maltratada
Roma - A jornalista italiana Giuliana Sgrena disse que não foi maltratada durante seu sequestro de um mês no Iraque, em sua chegada a Roma ontem. ''Nunca me maltrataram'', disse Giuliana a seus colegas de trabalho do jornal 'Il Manifesto', que subiram no avião que a trouxe do Iraque, depois que ele pousou no Aeroporto Ciampino, em Roma. A jornalista disse lamentar profundamente a morte de Nicola Calipari, agente dos serviços especiais italianos, que morreu ao tentar protegê-la dos tiros disparados por soldados americanos. Na noite de sexta-feira, soldados americanos atiraram contra o veículo que transportava a jornalista recém-libertada e seus acompanhantes ao aeroporto de Bagdá. ''Finalmente a vimos. Está ferida, mas viva'', disse seu pai, Franco Sgrena. ''Giuliana não está muito mal. Ela pôde ir do avião até à ambulância com um pouco de ajuda'', disse o colega Pier Scolari. O diretor do 'Il Manifiesto', Gabriele Polo, disse, por sua vez, que Giuliana será novamente hospitalizada devido a uma fratura na clavícula. ''Ontem (sexta-feira) foi feita uma primeira operação para extrair o projétil, que talvez foi o mesmo que causou a morte de Calipari'', acrescentou.





