Jornalista italiana é sequestrada no Iraque
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de fevereiro de 2005
France Presse 
Roma - A Itália começou ontem a se mobilizar pela libertação da jornalista de ''Il Manifesto'', sequestrada em Bagdá, como ocorreu em setembro passado com as duas Simona, voluntárias de uma organização humanitária. O ministro dos Assuntos Exteriores, Gianfranco Fini, pediu ao embaixador do Iraque na Itália, Mohammed Al-Amili, que trabalhe ''em todos os níveis para conseguir o mais rápido possível a libertação da repórter''.
O embaixador respondeu que seu ''governo, consciente do empenho italiano no Iraque para criar um país livre e democrático, não poupará esforços para encontrar uma saída positiva para este caso''.
Giuliana Sgrena, 56 anos, foi sequestrada no centro da capital iraquiana por homens armados. Ela trabalha desde 1988 para ''Il Manifesto'', fundado por intelectuais que deixaram o partido comunista, e que tem uma linha editorial contra a intervenção americana no Iraque, assim como a presença de tropas italianas nesse país. Roma possui um contingente de 3 mil homens ao sul do Iraque.
Um grupo armado, que se diz chamar Organização da Jihad Islâmica, assumiu o sequestro de Giuliana, num comunicado, divulgado pela internet.


