O jornalista Mauri Konig, 34 anos, foi agredido ontem por policiais paraguaios na cidade de San Alberto, distante 88 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu. A agressão aconteceu depois do repórter ter colhido informações para uma matéria sobre brasiguaios (brasileiros que moram no país vizinho).
Ele retornava para o Brasil, por volta das 13 horas quando três homens em uma caminhonete – um com uniforme da Polícia, porém sem distintivo da PN –, deram sinal para ele parar o carro. Sem dizer o motivo da abordagem, o grupo retirou Konig do veículo e o agrediu com socos, um pedaço de madeira e uma corrente de metal. O rosto e as costas ficaram com vários hematomas.
Após ser liberado pelos agressores, o jornalista, que trabalha na sucursal de O Estado do Paraná em Foz, relatou o caso aos colegas do jornal Notícias, em Ciudad del Este (CDE), fronteira com Foz do Iguaçu. Depois, denunciou a agressão ao Ministério Público do Paraguai e ao Consulado do Brasil, ambos em CDE.
Há suspeita que ação tenha sido uma resposta ao programa de Carlos Massa, o Ratinho, transmitido anteontem. O apresentador divulgou uma matéria sobre prostituição de brasileiras no departamento (estado) de Alto Paraná. Os agressores teriam reconhecido o logotipo do SBT no carro de O Estado do Paraná, já que ambas as filiais pertencem ao mesmo grupo.
O chefe da Polícia Nacional do Paraguai, em Ciudad del Este, Pablo Portillo, acredita na possibilita do agressor ter usado a farda para denigrir a imagem da coorporação. Ele afirma que vai investigar a denúncia feita pelo brasileiro. A representante do Sindicato dos Jornalistas, Mirian Flecha, emitiu comunicado repudiando o fato e disse que, em conversa com o vice-ministro do Interior, Mario Agostin Saprizia, responsável pela polícia paraguaia, também recebeu garantias que as investigações seriam levadas adiante.

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