O urânio empobrecido usado na fabricação de alguns dos projéteis antitanque e outras armas utilizadas pela Otan contra a Iugoslávia podem provocar sérios e perigosos efeitos sobre a saúde humana, publicou hoje o diário britânico ‘‘The Guardian’’.
A Grã-Bretanha e os Estados Unidos não confirmaram a utilização dessas armas com urânio empobrecido, usadas pela primeira vez durante a Guerra do Golfo e que, segundo alguns científicos, foram causadoras da chamada ‘‘Síndrome do Golfo’’, a doença de ex-combatentes cujas causas ainda são ignoradas.
O urânio empobrecido - que é radiativo - é usado na fabricação de projéteis antitanque, pois é 2,5 vezes mais pesado que o aço e 1,5 mais do que o chumbo e, além disso, penetra melhor na estrutura dos veículos blindados.
O material é empregado na construção das ogivas dos mísseis ‘‘Tomahawk’’, de projéteis dos aviões americanos A10 e dos helicópteros ‘‘Apache’’.
Segundo ‘‘The Guardian, o perigo é que o urânio, ao ser reduzido a poeira após o impacto, permanece no ar por vários meses, com os consequentes riscos.
‘‘É um perigo para os soldados e para os civis’’, disse ao jornal o biólogo molecular Henk Van Der Keur, membro do Centro de Documentação e Investigação para a Energia Nuclear de Amsterdã.
Der Keur opinou que tais armas ‘‘deveriam ser proibidas’’.

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