Associated Press
De Bogotá
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez ‘‘é hoje para a Colômbia mais perigoso do que a própia guerrilha’’, declarou ontem Fabio Valencia Cossio, um dos cinco negociadores do governo colombiano nos diálogos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
O negociador fez a declaração no telejornal ‘‘24 Horas’’ ao analisar a atitude adotada pelo presidente venezuelano de buscar um diálogo direto com as guerrilhas colombianas para tratar temas de segurança fronteiriça e o processo de paz.
Também ontem, o diário ‘‘El Espectador’’ denunciou uma possível aliança entre os presidentes Chávez e Fidel Castro, de Cuba, com a guerrilha colombiana para enfrentar uma eventual intervenção militar dos EUA na Colômbia. Chávez havia advertido na semana passada que uma intervenção dos EUA para ajudar os militares colombianos a enfrentar a guerrilha poderia provocar uma ‘‘vietnaminho’’.
O presidente Fidel Castro manifestou em um discurso pronunciado na semana passada em Havana que seria ‘‘um erro colossal’’ o envio de tropas americanas porque ‘‘levantaria o patriotismo na Colômbia e na América do Sul’’.
O diário baseou-se nessas declarações para afirmar que os dois presidentes estariam criando ‘‘um eixo contra os Estados Unidos, diante de uma provável intervenção na Colômbia’’. O jornal acrescentou que ‘‘existe preocupação’’ sobre esta hipotética aliança no governo do presidente Andrés Pastrana, segundo uma ‘‘alta fonte oficial’’.
O chanceler da Venezuela, José Vicente Rangel, considerou ontem fora de propósito a informação. A ‘‘Venezuela é um país pacífico, que não intervem em nenhuma parte do mundo. A Venezuela só trabalha a favor da paz, não a favor da intromissão de qualquer tipo’’, afirmou Rangel.

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