O atual presidente socialista Jorge Sampaio foi reeleito este domingo no primeiro turno das eleições presidenciais portuguesas, segundo uma estimativa da televisão pública RTP1.
O resultado confirmou as pesquisas de opinião, que indicavam o ex-líder do Partido Socialista e atual presidente Jorge Sampaio, de 61 anos, com mais do dobro da preferência do eleitorado – já no primeiro turno – em relação a seu mais forte concorrente, Joaquim Ferreira do Amaral, do Partido Social Democrata, no pleito realizado ontem em Portugal.
A vitória de Sampaio confirma a supremacia dos socialistas em Portugal, cujo primeiro-ministro, Antônio Guterres, também é socialista.
A votação de ontem começou lenta. A maior parte dos eleitores pareceu preferir aproveitar o domingo de sol antes de ir às urnas. Sampaio demonstrou confiança ao depositar seu voto, perto do meio-dia (hora local) em Lisboa. ‘‘Estou otimista porque não há razão para não estar’’, disse ele aos jornalistas.
Com a vitória assegurada, a principal preocupação de Jorge Sampaio durante a campanha eleitoral foi com a possível alta taxa de abstenção dos eleitores. Algumas pesquisas indicaram que pela primeira vez cerca de metade dos eleitores deixaria de votar. O fato não deveria afetar o resultado da eleição, mas poderia abalar o prestígio pessoal do presidente.
Apesar de ser a única figura política eleita diretamente pelos portugueses – os outros cargos são escolhidos por listas partidárias – os poderes do presidente são limitados. Não tem funções executivas e pode apenas vetar leis, mas, se o Parlamento voltar a aprová-las, é obrigado a assiná-las. O maior poder que o presidente tem é o de demitir o governo e dissolver o Parlamento, convocando novas eleições, sem ter de justificar juridicamente a medida.
Os portugueses que vivem no exterior começaram a votar na sexta-feira de manhã nos consulados. Depois da última revisão constitucional de 1997, é a primeira vez que os 187 mil eleitores recenseados são chamados para votar numa eleição presidencial.

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