Um avião jordaniano aterrissou ontem no aeroporto de Bagdá, no mais novo desafio ao embargo de 10 anos imposto pela ONU contra o Iraque.
Segundo um porta-voz das Nações Unidas, o vôo recebeu aprovação do Comitê de Sanções da ONU. ‘‘Eles seguiram todos os procedimentos e regras’’, afirmou o funcionário.
O governo jordaniano já havia informado que estava decidido a realizar o vôo com ou sem a autorização da ONU. ‘‘A Jordânia é um país independente e não recebe instruções de ninguém’’, disse o embaixador da Jordânia no Iraque, Hammoud al-Qatarnehhe.
Ao mesmo tempo em que o Airbus A-320, alugado pela companhia Real Jordaniana, começava a taxiar no Aeroporto Internacional Saddam, membros de um grupo folclórico jordaniano, que já estava no Iraque participando de um festival, começaram a dançar, acompanhados de violinos e acordeões. Eles também levavam bandeiras do Iraque e da Jordânia, além de retratos do presidente iraquiano, Saddam Hussein, e do rei Abdullah, da Jordânia.
A viagem ocorre num momento em que Washington intensifica seu protesto contra os vôos não autorizados ao Iraque. A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, disse ontem ao Senado norte-americano que estava ‘‘muito preocupada’’ com os vôos efetuados pela Rússia e França ao Iraque recentemente.
O vôo de ontem chegou com pelo menos três toneladas de medicamentos e 77 passageiros, entre eles três ministros de gabinete, deputados, médico e farmacêuticos, assim como feministas e jornalistas.

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