As metas militares no Afeganistão são o ''principal objetivo'' da coalizão antiterrorista e ''devem ser cumpridas'', afirmou ontem em Downing Street, residência oficial do premier britânico, o rei Abdalá II da Jordânia, interrogado a respeito de uma eventual pausa dos bombardeios norte-americanos, durante o Ramadã, que começa entre 16 e 17 de novembro. ''Devemos lembrar que há objetivos militares que devem ser cumpridos e esperamos que seja o mais rápido possível'', disse o soberano jordaniano numa coletiva. A declaração é considerada um apoio à eventual continuação dos ataques ao Afeganistão, mesmo durante o período do Ramadã.
''Gostaríamos que a situação desembocasse numa conclusão em breve prazo'', insistiu, pouco depois de se reunir com o premier britânico Tony Blair.
Blair, que estava ao seu lado na coletiva, disse que concordava plenamente com as declarações do monarca.
Quarta-feira, ao falar na Câmara dos Comuns, o rei Abdalá II disse que seu país está ''ao lado'' da coalizão liderada pelos Estados Unidos e também frisou que o contexto atual é uma ''ocasião única'' de se conseguir uma solução global ao conflito no Oriente Médio.
Após a reunião de ontem, Blair afirmou que espera ''realmente que nos próximos dias ou semanas façamos o possível para voltar a retomar o processo de paz, pois afinal de contas não há outra alternativa''.
Novamente Blair declarou seu apoio à criação de um Estado palestino junto ao Estado de Israel.

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