Bruxelas, Bélgica - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, 55, deixou nesta quinta (9) a terapia intensiva onde estava internado desde a noite de segunda (6), no hospital Saint Thomas, em Londres, por complicações da Covid-19 (doença provocada pelo coronavírus).

Segundo o comunicado do governo britânico, Boris Johnson permanece no hospital, "onde receberá um monitoramento rigoroso"
Segundo o comunicado do governo britânico, Boris Johnson permanece no hospital, "onde receberá um monitoramento rigoroso" | Foto: Leon Neal/AFP/19-3-2020

Segundo o comunicado do governo britânico, "ele está extremamente de bom humor". Boris permanece no hospital, "onde receberá um monitoramento rigoroso".

Diagnosticado no final de março, o premiê havia se autoisolado, mas febre e tosse persistiram por mais de uma semana, levando-o a se internar no hospital no último domingo (5). Na segunda, com nova piora, foi internado na UTI para fazer tratamento com oxigênio. Não chegou a ser intubado.

A melhora do primeiro-ministro foi anunciada no mesmo dia em que seu adjunto durante a internação, o primeiro secretário de Estado, Dominic Raab, afirmou que a quarentena ficará em vigor no país até seja ultrapassado o pico de contágio.

Na previsão do IHME (Institute for Health Metrics and Evaluation), isso deve ocorrer por volta de 18 de abril. O governo britânico não informou quando o primeiro-ministro volta às suas funções, e reforçou o pedido para que as pessoas não saiam de casa no feriado.

Segundo o principal conselheiro de saúde, Patrick Vallance, há sinais de que as internações em hospitais e UTIs estão "se estabilizando" após as medidas de distanciamento social.

Vallance é apontado como o mentor da estratégia inicial de Boris Johnson, uma das menos restritivas dentre as adotadas na Europa para segurar a pandemia de coronavírus. Em meados de março, quando a Itália já havia decretado quarentena e aulas haviam sido suspensas em vários países europeus, o Reino Unido ainda considerava a medida desnecessária.

Com a piora no número de casos e mortes, passou a restringir progressivamente as atividades, até decretar quarentena no final de março.

Até as 16h (horário do Brasil) desta quinta, o Reino Unido era o sétimo país com maior número de casos confirmados de coronavírus (65.077) e o quinto em mortes (7.978). Houve 881 mortes nas 24 horas anteriores.

MUNDO

Os casos confirmados da Covid-19 chegaram a 1,5 milhão no mundo todo, segundo o serviço de monitoramento da pandemia feito pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Mais de 430 mil casos foram registrados nos Estados Unidos, que têm o maior número de infectados. Espanha (152 mil), Itália (139 mil), Alemanha (113 mil) e França (83 mil) também estão entre os países com o maior número de casos confirmados.

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