Brasília - O ministro de Defesa, Nelson Jobim, confirmou ontem que o governo brasileiro vai participar nos próximos dias de operação de resgate de reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias) na Colômbia. Sem dar detalhes sobre a operação, Jobim disse apenas que o Brasil vai ''colaborar'' com a operação coordenada pela Cruz Vermelha Internacional.
A FAB (Força Aérea Brasileira) deve auxiliar no resgate de dois militares colombianos mantidos reféns pelas Farc, em operação prevista para os próximos dias. Dois helicópteros militares brasileiros estão em São Gabriel da Cachoeira (Amazonas), na fronteira com a Colômbia, à espera de uma indicação da comissão que medeia as libertações sobre o local do resgate do sargento Pablo Emilio Moncayo e do soldado Daniel Calvo.
Calvo, sequestrado em abril de 2009, seria o primeiro a ser liberado, por estar doente. Moncayo - um dos reféns há mais tempo em poder das Farc, desde 1997 - seria solto um dia depois. Também está previsto o traslado do corpo do major Julián Ernesto Guevara, morto em cativeiro em 2006.
A entrega dos reféns foi um anúncio unilateral das Farc, de abril de 2009. Integra tentativa da guerrilha de angariar apoio para sua proposta de trocar os demais 21 reféns por cerca de 500 rebeldes presos, alternativa rechaçada pelo presidente Álvaro Uribe.

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