Deutsche Presse e France Presse
O papa João Paulo II visitou ontem de manhã o túmulo de sua família na cidade polonesa de Cracóvia e à tarde celebrou uma missa, além de visitar duas localidades, no último dia de sua visita à Polônia.
O périplo papal de treze dias à Polônia, o mais longo dos sete que João Paulo II realizou a seu país natal, se encerrou na tarde de ontem quando o pontífice tomou seu avião de volta a Roma.
João Paulo II terminou sua agenda de viagem pela Polônia ao visitar o santuário mais sagrado de seu país de origem. O pontífice deveria deixar o país às 14 horas local, mas adiou sua partida para as 18h15. O motivo do adiamento foi sua visita à cidade de Gliwice e ao santuário de Czestochowa, locais que ele não pôde visitar no início da semana por problemas de saúde.
Também ontem o Papa foi à Catedral de Wavel, na Cracóvia, onde celebrou uma missa para amigos e seminaristas. Na catedral, que data do século XV, João Paulo II rezou sua primeira missa após assumir o sacerdócio em 1946.
O pontífice, de 79 anos, pareceu mais disposto ontem,após ter feito uma visita anteontem a Wadowice, seu local de nascimento. Antes de voltar a Roma o Papa quis passar ainda pelo cemitério de Rakowici, onde estão enterrados seus pais e seu irmão mais velho. Na visita ao túmulo de sua família, o papa prestou homenagem à memória de seu pai, sua mãe e seu irmão ali enterrados. Aos nove anos de idade, Karol Wojtyla perdeu a mãe e logo depois seu irmão. Protegido da garoa por um guarda-chuva branco, João Paulo II acendeu uma vela perante o túmulo de seus parentes e rezou durante cinco minutos.
Apenas dois dias depois de um princípio de gripe que lhe provocou febre - segundo a versão oficial - e apesar de um ferimento na testa causado por uma queda no sábado, o papa parecia em bom estado físico, apenas um pouco cansado. Na noite de anteontem, a televisão polonesa mostrou o pontífice muito animado durante uma breve visita a Wadovice, sua cidade natal, no sul da Polônia.
BasilO chefe da igreja católica da Inglaterra e do País de Gales, cardeal Basil Hume, morreu nesta quinta-feira aos 76 anos de idade de câncer, informou em Londres sua assessoria de imprensa.
Nomeado por Roma em 1976 na liderança de cerca de quatro milhões de católicos ingleses e galeses, o Hume revelou que tinha câncer em carta divulgada ao público em abril passado. Recentemente esteve internado em estado crítico.
Monsenhor Hume conseguiu em 23 anos fazer da igreja católica uma instituição respeitada no Reino Unido, frente a todo-poderosa igreja anglicana. Sob seu comando, a igreja católica se aproximou da igreja da Inglaterra, apesar das tensões que surgiram em 1992 por causa da decisão desta última de ordenar mulheres sacerdotes.

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