João Paulo II reclama acesso da Igreja à mídia
France Presse
France PresseMultidão lota a Praça da Revolução e emociona Karol WojtylaO papa João Paulo II pediu ontem ao governo cubano que permita o acesso da Igreja católica aos meios de comunicação locais, todos sob controle do Estado. Em seu encontro com os bispos cubanos, o Santo Padre disse que é normal que a Igreja tenha acesso aos meios de comunicação social: rádio, imprensa e televisão, assunto de grande controvérsia entre a Igreja local e o regime comunista. Um Estado laico não pode temer, mas apreciar a contribuição moral e formadora da Igreja, afirmou.
O Papa assegurou que quando a Igreja reclama a liberdade religiosa não solicita uma dádiva, um privilégio, uma licença que depende de situações contingentes, de estratégias políticas ou da vontade das autoridades, mas está pedindo o reconhecimento efetivo de um direito inalienável.
João Paulo II também pediu aos exilados cubanos para evitar confrontos inúteis e fomentar um clima de positivo diálogo, no último dia de sua histórica visita a Cuba.
Sei que sua atenção pastoral não descuidou daqueles que, por diversas circunstâncias, sairam da Pátria, mas se sentem filhos de Cuba, disse o Sumo Pontífice em sua reunião no Arcebispado de Havana com a Conferência dos Bispos Católicos de Cuba.
Na medida em que se consideram cubanos, estes (os exilados) devem colaborar também, com serenidade e espírito construtivo e respeitoso, com o progresso da Nação, evitando confrontos inúteis e fomentando um clima positivo de diálogo e recíproco entendimento, acrescentou o papa.
Karol Wojtyla pediu aos bispos cubanos que ajudem os exilados a serem promotores de paz e concórdia, de reconciliação e esperança, a tornarem efetiva a solidariedade generosa com seus irmãos cubanos mais necessitados, demonstrando também assim uma profunda vinculação com sua terra de origem.





