O Papa João Paulo II chegou ontem ao Casaquistão, para uma visita pastoral de quatro dias a esta antiga república soviética de maioria muçulmana da Ásia Central, em meio a um grande esquema de segurança. É a primeira visita do Papa ao Casaquistão e a terceira a uma ex-república soviética, depois de Geórgia e Ucrânia.
Ao chegar ao país, João Paulo II declarou que a crise dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos não deve ser solucionada recorrendo às armas, mas com negociações e diálogo. ''As divergências devem ser solucionados sem o recurso às armas, por meios pacíficos, negociações e diálogo'', disse após sua chegada ao aeroporto de Astana, a nova capital construída no coração da estepe, na antiga rota da seda. O Papa foi recebido pelo presidente Nursultán Abishvich Nazarbaiev.
Uma oração no monumento ''às vítimas do regime totalitário'' foi o único compromisso de João Paulo II ontem. Ele colocou uma coroa de flores para as vítimas dos 11 campos do Gulag no país, para onde Stalin deportou milhares de alemães, poloneses, ucranianos, bielo-russos, lituanos e romenos, assim como prisioneiros de guerra franceses, belgas, italianos e japoneses.
Na manhã de hoje, o Papa celebrará uma missa em russo na praça da Mãe Pátria, no centro de Astana, para mais de 40 mil católicos casaqueses. O encontro também contará com a presença de milhares de católicos ortodoxos e muçulmanos, segundo os organizadores. Após visitar o presidente Kazarbaiev, o Papa se reunirá com jovens de Astana na Universidade Eurasia.

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