O papa João Paulo II inaugura hoje, no Vaticano, um sínodo especial consagrado à Oceania, o continente que festejará primeiro a chegada do ano 2000.
Visando a chegada do ano 2000, o Papa convidou todos os continentes a meditar sobre o estado da Igreja e a respeito dos maiores problemas que afetam a região tanto no setor social, quanto econômico, político, religioso e moral.
Uma centena de bispos e especialistas que representam oito milhões de católicos - entre os quais 5.000 bispos e 12.000 religiosos - dos 30 milhões de habitantes, espalhados numa superfície de oito milhões de quilômetros quadrados, analisarão estes problemas a partir de amanhã e até o dia 12 de dezembro.
A Assembléia de eclesiásticos examinará os direitos das culturas indígenas, a globalização e a influência da recessão econômica na Ásia sobre as pequenas nações do Pacífico, os direitos à terra, o processo de reconciliação para os aborígenes da Austrália e para os habitantes do Estreito de Torres e a situação dos Maoris na Nova Zelândia.
Também tratarão de temas como os das pequenas nações em relação aos efeitos nucleares, com ênfase na questão ecológica diante da exploração sistemática dos recursos pelas grandes empresas estrangeiras.
Esta região Pacífico, quase desconhecida e ignorada por grande parte do mundo durante muitos anos, se esforça atualmente por encontrar sua identidade em relação aos demais continentes, visando uma posição que quer ‘‘se ver respeitada e honrada pelos grandes poderes econômicos e financeiros do mundo’’, conforme assinala o documento em suas considerações.

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