Jihad ameaça romper a trégua
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terça-feira, 15 de julho de 2003
France Presse 
Gaza O braço armado do movimento radical palestino Jihad Islâmica ameaçou ontem retomar seus ataques contra Israel, depois que as autoridades israelenses se negaram a libertar prisioneiros do seu grupo.
''Nossa paciência tem limites'', disse à AFP em um comunicado o braço armado do movimento, as Brigadas al-Qods. No texto, afirma também que o atentado cometido no dia 7 de julho em uma aldeia no Norte de Tel Aviv foi ''um ato excepcional destinado a provar que a resistência continua. Na explosão que aconteceu em uma casa da localidade israelense de Kfar Yabetz, perto da Cisjordânia, morreram uma israelense de 65 anos e o camicase palestino.
O governo israelense aceitou, no dia 6 de julho, o iníertação de cerca de 350 prisioneiros, um número que representa aproximadamente 5% dos presos.
Mas estas liberações, que entretanto não começaram, não incluem os palestinos que feriram ou mataram, nem os membros das organizações radicais.
A Jihad Islâmica e outros três movimentos palestinos decretaram no final de junho uma trégua condicional e unilateral de três meses nos ataques antiisraelenses, exigindo em troca, principalmente, a libertação dos seus homens presos por Israel.
Prisões O Exército israelense deteve na madrugada de ontem seis ativistas palestinos procurados na Cisjordânia, revelou um porta-voz militar.
Em Nablus (norte), as forças israelenses prenderam três ativistas do Fatah, grupo do líder palestino Yasser Arafat. Os homens portavam duas pistolas e uma metralhadora.
Outros três ativistas, incluindo dois membros do movimento radical Hamas, foram detidos em Hebron (sul).
No sul da Faixa de Gaza, soldados israelenses posicionados junto à colônia de Gadid trocaram tiros durante a noite com palestinos, mas não houve vítimas, informou o porta-voz.
Sharon em Londres O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon reuniu-se ontem com o líder da oposição britânica, o conservador Ian Duncan-Smith, no dia seguinte de uma entrevista com o chefe de governo Tony Blair e depois de fracassar em sua tentativa de convencer Londres a isolar o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
Mais tarde, Sharon reuniu-se com representantes da comunidade judaica britânica, encerrando sua visita à Grã-Bretanha.


