O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, manteve ontem dois encontros com o reverendo norte-americano Jesse Jackson, durante os quais examinaram a situação no Oriente Médio, à margem da Conferência Mundial da ONU contra o Racismo.
Ao fim da primeira reunião, em um grande hotel de Durban, Jackson declarou à AFP que ''tentava levar os Estados Unidos a recuperarem seu papel no processo de paz como intermediário honesto''. Ele manifestou seu desejo de que a conferência de Durban ''não seja utilizada como um cenário para um confronto geral''.
Por sua parte, Arafat expressou o desejo de que a reunião ''consiga algo concreto para acabar com a agressão contra o povo palestino''.
Ambos se reuniram de novo à noite.
A polêmica sobre o Oriente Médio dominou a preparação da reunião de Durban, já que os palestinos e alguns de seus aliados árabes desejavam que a conferência condenasse a política israelense.
Como consequência, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, boicotou a conferência, mas Washington enviou no último momento uma equipe de nível intermediário para tentar atenuar a linguagem antiisraelense do projeto de declaração final. O Canadá anunciou na quinta-feira uma medida análoga.

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