Jerusalém Oriental poderá ser cedida
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quarta-feira, 01 de setembro de 2010
Folhapress 
São Paulo - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, da oposição trabalhista, disse ontem que Israel está pronto para ceder Jerusalém Oriental aos palestinos, como parte de um acordo de paz. A declaração foi rebatida pelo escritório do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, que disse que Jerusalém deve continuar ''capital indivisível de Israel''.
Jerusalém é uma das questões centrais do conflito palestino-israelense. Israel conquistou na guerra de 1967 a parte oriental de Jerusalém, que estava sob controle da Jordânia, e depois a anexou como sua capital, numa ação não reconhecida internacionalmente.
Os palestinos, por sua vez, querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado nos territórios da Cisjordânia e faixa de Gaza. ''Jerusalém Ocidental e 12 bairros judaicos que abrigam 200 mil pessoas serão nossos. Os bairros árabes, nos quais vivem 250 mil palestinos, serão deles'', disse Barak, que ajudou nos trabalhos de preparação para a retomada do diálogo direto de paz, após 20 meses de paralisação.
Barak explica ainda que ''um regime especial'' regeria a antiga cidade - a parte mais disputada de Jerusalém e que abriga pontos sagrados para judeus e muçulmanos, o Muro das Lamentações e a chamada Esplanada das Mesquitas. O plano exposto pelo ministro é muito similar ao negociado em 2000 na cúpula de Camp David, quando Barak era chefe de Governo, e que fracassou por sua rejeição ao retorno de todos os refugiados palestinos desde 1948, quando o Estado de Israel foi criado.


