Psiquiatras israelenses e norte-americanos temem que as comemorações da chegada do segundo milênio da Era Cristã atraiam para a Terra Santa um importante número de ‘‘iluminados’’, que poderão agir de maneira imprevisível.
‘‘Nos grupos milenaristas existe a crença de que no ano 2000 acontecerá o retorno de Jesus e, inclusive, o fim do mundo. A decepção poderá criar distúrbios patológicos graves’’, explicou o psiquiatra Gershon Gorenberg, em entrevista à rádio pública israelense.
Segundo Gorenberg, há o perigo de que aconteçam suicídios coletivos e os hospitais israelenses devem começar a se preparar para isso, recrutando, por exemplo, médicos que entendam os vários idiomas de seus pacientes estrangeiros.
Yair Carlos Barel, chefe do hospital psiquiátrico de Givat Shaoul, de Jerusalém, estabeleceu um paralelo entre a ‘‘síndrome do ano 2000’’ e a chamada ‘‘síndrome de Jerusalém’’.
A síndrome de Jerusalém, indicou, é uma patologia psiquiátrica segundo a qual peregrinos comuns, de diferentes crenças, ao sentir o peso espiritual da Cidade Santa, começam a anunciar a chegada do Messias.
Os sintomas da síndrome de Jerusalém são, segundo o dr. Barel, ‘‘uma grande angústia, seguida da obsessão de purificar-se’’.

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