Tóquio - O governo japonês voltou a pedir ontem uma redução da presença militar americana no arquipélago de Okinawa (sul), onde estão dois terços dos soldados mobilizados no Japão.
''Segundo as instruções do primeiro-ministro Junichiro Koizumi de reduzir o clima muito pesado em Okinawa, é necessário fazer algo sério'', declarou o porta-voz do governo, Hiroyuki Hosoda, após um novo caso de estupro envolvendo um funcionário civil do exército americano na ilha.
O americano foi detido na sexta-feira por ter violentado uma jovem de Okinawa em 22 de agosto, segundo a polícia local. O suspeito negou as acusações. O incidente coincide com uma onda de antiamericanismo provocada pela queda acidental de um helicóptero militar em 13 de agosto passado num campus universitário local que deixou três feridos.
Os habitantes de Okinawa mostram um forte ressentimento em relação aos militares americanos desde que uma menina de 12 anos foi violentada por três soldados em 1995.
Os japoneses da ilha também estão revoltados em relação à propriedade e uso e dois terrenos onde se encontram as bases americanas.
O arquipélago de Okinawa, próximo da China e da Península Coreana, tem um rande valor estratégico. As ilhas ocupadas pelo Exército americano após 1945 foram devolvidas ao Japão em 1972, mas dois terços dos 40.500 soldados no país continuam estacionados no arquipélago.

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